| Rio Seminars debatem exibição digital |
|
O futuro do cinema é a exibição em sistema digital, mas essa tecnologia ainda demora pelo menos 10 anos para predominar nas salas do mundo inteiro. Essa é uma das premissas que o americano Michael Karagozian defendeu nesta segunda 1º, às 14h30m, em sua palestra no seminário do 9º Festival do Rio. Karozian é um dos fundadores da MKPE, empresa de consultoria sobre novas tecnologias para cinema e entretenimento e que manter contato com os distribuidores brasileiros. “Vim aqui para aprender sobre o mercado brasileiro, um dos mais promissores do mundo”, diz ele, que chegou ao Rio no domingo, 30 de setembro, e fica até quarta-feira, 3 de outubro. “Como é um festival de cinema, vou aproveitar para ver alguns filmes latino-americanos, que não chegam normalmente aos Estados Unidos.” Karagozian sempre trabalhou com desenvolvimento de tecnologia e aproximou-se do cinema no fim dos anos 70, quando deu consultoria a Francis Ford Copolla para Apocalypse Now. Hoje ele diz que seu foco é o cinema, não a produção, mas a distribuição dos filmes, preferencialmente em sistema digital e 3D, mas reconhece que há questões muito complexas a serem resolvidas. “Por exemplo, fazer uma cópia em película custa US$ 1 mil, o que representa um gasto de US$ 1 milhão, se o filme tiver mil cópias. É muito dinheiro, se comparado com o custo de cada cópia digital”, calcula ele. “Em compensação, o equipamento para as salas de exibição custa cerca de US$ 30 mil, um investimento que demora um pouco para se pagar. E esse é um problema que teremos que enfrentar.” Segundo Karagozian, hoje nos Estados Unidos há cerca de 500 salas digitais, 8% do total, e ele acredita que até 2017 todas tenham adotado esse sistema. No resto do mundo, a previsão é parecida, embora, mas Keragozian prefere não falar sobre o Brasil por não conhecer o nosso mercado. “Talvez seja parecido como o dos exibidores independentes dos Estados Unidos, mas vim aqui exatamente para conhecer e aprender”, diz. Ele acha que fazer e exibir filmes ficará mais fácil quando a tecnologia digital for predominante, mas ressalta que a promoção dos filmes continuará sempre o grande problema dos distribuidores. “Hoje, quase todo o orçamento da distribuição vai para isso e não creio que essa situação mude a curto prazo, só porque o sistema de exibição é outro. Até porque, quem vai ao cinema, inclusive eu, não vai assistir a um filme e não liga para o sistema de projeção da sala.” |
| <Anterior | Próximo> |
|---|
| Os filmes mais vistos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
O Festival do Rio bateu todos os recordes de público e alcançou 300 mil espectadores em 2007 |
| Leia também: |
|---|